Data do encontro: · Rio de Janeiro, Brasil
Rio celebra Dia da Amizade com a China e fortalece cooperação entre os dois povos
Por CBCNECI · Publicado em · Atualizado em
No dia 12 de agosto de 2026, o Rio de Janeiro reuniu cerca de 150 convidados para celebrar o Dia da Amizade Rio de Janeiro–China. O encontro foi organizado conjuntamente pela Associação de Amizade Brasil–China, pela Câmara Brasil China Nova Era de Comércio e Inovação (CBCNECI) e pelo Centro de Inovação em Ciência e Tecnologia China–Brasil, e reuniu autoridades, empresários, pesquisadores e lideranças comunitárias dos dois países.
A data de 8 de agosto integra o calendário oficial fluminense por força da Lei estadual nº 8.251, que instituiu o Dia da Amizade Rio de Janeiro x China. Desde então, a celebração anual se consolidou como uma das principais plataformas de aproximação entre a sociedade fluminense e a China — um espaço em que diplomacia, iniciativa privada e organizações civis se encontram no mesmo ambiente.
Presente à cerimônia, a cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Tian Min, afirmou que a relação entre Brasil e China atravessa o seu melhor momento histórico. Ela lembrou que, depois de os dois países celebrarem, em 2024, os 50 anos de relações diplomáticas, a parceria entrou em um novo ciclo, voltado às próximas cinco décadas. A cônsul-geral destacou ainda que 2026 é o Ano Cultural Brasil–China, com uma agenda que já abrange comércio, ciência e tecnologia, cultura e educação, e observou que a cooperação bilateral tem significado não apenas para os dois países, mas também para a estabilidade internacional.
Presidente do Centro de Inovação em Ciência e Tecnologia China–Brasil, Huang Yehua abordou o valor prático da amizade bilateral diante de um cenário internacional marcado por conflitos e incerteza. Em sua avaliação, quanto mais instável o mundo se torna, mais valiosa se mostra uma relação estável, previsível e sustentável como a que Brasil e China construíram. Ele apontou a complementaridade entre as duas economias como base para ampliar a cooperação em inovação, ciência e tecnologia, e não apenas em fluxos comerciais.
Já Henrique da Nóbrega, presidente da Associação de Amizade Brasil–China, concentrou sua fala nos intercâmbios entre pessoas. Para ele, a distância geográfica e as diferenças históricas e culturais nunca impediram a construção de laços sólidos: governos estabelecem relações diplomáticas e empresas estabelecem relações econômicas, mas é o contato direto entre as pessoas que transforma acordos formais em amizade entre dois povos. Ele reafirmou o papel da associação como ponte permanente entre instituições e comunidades dos dois lados.
A programação incluiu um momento de homenagem. O Centro Cultural Shanhe, a Associação de Chineses do Rio de Janeiro e a Associação de Amizade Brasil–China entregaram certificados de agradecimento e medalhas comemorativas a Huang Yehua, em reconhecimento à sua contribuição para o intercâmbio entre as sociedades civis e para o fortalecimento da amizade bilateral.
A celebração contou também com a participação e o apoio do Departamento de Relações Exteriores da Província de Guangdong. A Escola Técnica de Yue Dong enviou representantes ao Rio, entre eles os chefs de culinária cantonesa Lin Guanghui e Yao Junyuan, que aproveitaram a plataforma do Dia da Amizade para atividades de divulgação gastronômica. A comida funcionou ali como o que costuma ser: a porta de entrada mais imediata para uma cultura. Por meio da mesa, a cultura chinesa chegou mais perto do público brasileiro e o intercâmbio local ganhou um conteúdo concreto, cotidiano, fora dos gabinetes.
Brasil e China estabeleceram relações diplomáticas formais em 1974. Em mais de cinco décadas, a agenda comum saiu do comércio tradicional e passou a incluir ciência, inovação, cultura e educação, enquanto a China se consolidava, por anos consecutivos, como o principal parceiro comercial brasileiro. O Rio de Janeiro acompanha esse movimento como uma das janelas mais importantes da relação: além do adensamento econômico, cresce o intercâmbio em pesquisa, tecnologia e formação de pessoas.
Ao coorganizar o encontro, a CBCNECI reforça a leitura que orienta sua atuação: o corredor Brasil–China só se sustenta quando comércio, tecnologia e cultura avançam juntos, com instituições capazes de manter o diálogo mesmo em períodos de turbulência global. A edição de 2026 do Dia da Amizade Rio de Janeiro–China, realizada no ano do Ano Cultural Brasil–China, mostrou justamente essa base social ampla — do nível oficial às associações empresariais e às comunidades — que dá densidade à cooperação entre os dois países.
Fonte complementar: South American Overseas Chinese News Network (南美侨报网), publicação de 15 de agosto de 2026, com contribuição da Associação de Amizade Brasil–China. Fotos: Associação de Amizade Brasil–China.
